Na caverna da minha alma o fogo
crepita, o fogo estala contra a realidade. A sombra turva para mim é nítida e
sua nitidez me diz a verdade, a verdade me sussurra grandeza. A verdade de uma
luz que minha alma deseja conhecer. A grandeza de um homem, homem não! Senhor
que mudou o mundo! Salvou a humanidade de si mesma! Mudou o destino dos povos!
Adorai o Senhor! Não precisamos mais da luz, a Sombra é grande e tem os
contornos que destroem meus medos! Todos querem um lugar sob a luz, mas nos temos
a Sombra e isso nos basta! Não se discute a Sombra, porque ir contra a Sombra é
negar sua família, sua terra, sua tradição, é vencer seu medo e querer ver a
LUZ.

Há escravos rebeldes que não se
ajoelham diante da Sombra, e procuram o fogo. Hereges! Caça aos hereges! Como
duvidar da Sombra de tamanha grandeza? Expulsem-nos do reino, do reino não, do
universo! Essa praga está a serviço do mal e vão condenar a todos a serventia de um Senhor ruim. A
Sombra caminha com os antigos iniciados, os antigos guerreiros andarilhos que
sumiram em uma ilha sob a névoa de Avalon!
Como duvidar de nossa própria
ontologia? Esqueceu de nossas veias a escorrerem o sangue que um dia vai
purificar o mundo? A verdade é a Sombra e a escuridão é mera insensatez de quem
não quer ver o esplendor na fuligem. A Sombra nos iguala, a Sombra nos cobre no escuro, a Sombra
tira meus traços, a Sombra anula minha imagem, a Sombra me
asfixia. A SOMBRA ME MATA!
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